quinta-feira, 3 de junho de 2010

Nas melodias,
nas músicas,
nas artes,
nos dias,
vivem-se as vidas.
Vidas secas,
vidas maduras,
vidas sujas,
vidas...que vidas?
Louca vida...
Viver é arte.
Não importa quais cores,
não importa quais notas,
não se importa quais amores,
não se importa de nada agora.
Valores são para a vida.
Não se leva nada para a morte,
a busca é individual,
a conquista é pessoal,
o silêncio é sagrado,
sigilo, mistério.
Os barulhos, os sons,
dependem dos critérios.
Para que?
Nos jardins da vida
voltamos as origens.
Na passagen da vida,
chegamos ao desconhecido,
a morte.
Mas não há o que temer,
o desconhecido nos é provado a todo momento.
Novos rostos,
novos horizontes,
novas conquistas,
notas dissonantes...
Vamos compor, pintar, brilhar...
Conhecer a vida que a vida nos dá,
conhecer os caminhos que vamos encontrar,
saber que destino,
quem pode acreditar?
Na verdade, vamos viver,
e ver no que vai dar.

AndréBessaZacché-15.05.2009

Um comentário:

  1. "A gente leva da vida a vida que a gente leva..."

    Nossos atos, nossas atitudes, nossas ideias, nossas ações, nossas vivências serão reflexo de tudo que ainda iremos praticar!
    A vida é um reflexo continuo. É preciso viver? Sim, claro. Intensamente, mas é preciso ter zelo com o que você é. Ter zelo com a sua casa interna, que é o seu corpo, sua mente. Lembrar que eles serão a continuidade do hoje no futuro. Viver intensamente é bom demais, mas há a necessidade de equilíbrio. Uns querem viver tanto em tão pouco tempo, como muitos exemplos. E outros querem saborear todas as fases da vida, com muitos amigos e muitas pessoas e é assim que se faz sua sinfonia. De muitas pessoas especiais, que fazem da vida uma singela pedra que precisa de cuidados e muita atenção.

    "Enquanto o tempo
    Acelera e pede pressa
    Eu me recuso faço hora
    Vou na valsa
    A vida é tão rara..."

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