quinta-feira, 3 de junho de 2010

Nos poemas que escrevo,
esponho alguns desejos,
certas verdades,
e alguns medos.
Nas palavras que falo,
não as faço ditado,
falo meu caráter,
portanto não me calo.
Meu desejo é de vida,
liberdade, criar asas,
desejo de amor, de viagem,
as vezes miragens,
seres desconhecidos,
amores mal vividos,
beijos não dados,
abraços em vazio largo.
falo das verdades que acredito,
da vida que eu vivo.
Sei que o que falo
no vago se perde,
o vento leva.
Naquilo que escrevo,
por mais que não creio,
de tempos em tempos
leio e releio
me traz lembranças,
sentimentos a tona,
gotas de esperança.
Minha escrita vai se manter
até quando eu não viver.
Certas pessoas vão me conhecer,
assim como os vivos me conhecem.
Nos textos e poemas eu ainda vou ser,
o que sou, o que fui,
até depois que morrer.

AndrBessaZacché - 15.05.2009

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