sexta-feira, 7 de maio de 2010

ao desânimio que me rodeia,
as mãos que me sangram,
aos pés que se firmam
nas raízes que brotam.

à neblina nos olhos
impedindo de ver,
à sangue no corpo,
na alma vazia,
falta sopro à vida,
falta vida bno corpo,
na mente.

inércia não me pertence,
mas por instantes me prende.
preciso voar, bater asas,
ver vento me levar e água me banhar.
sol no corpo, pureza, natureza.

no momento fantasmas me rodeiam,
vozes sem rosto
falam que posso estar morto...

vivo de corpo,
como navio em alto mar...
...sem porto.

AndréBessaZacché-18/03/2010

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